Montanhas Ibéricas, Escarpas e Abutres
Durante milénios de perseguição humana, por serem remotas, escarpadas e frias, as montanhas tornaram-se refúgios ecológicos onde a grande fauna sobreviveu.
Nos dias que correm, por muitas autoestradas, comboios de alta velocidade, aviões e satélites de órbitas estacionárias, mantêm-se ou até se valorizam. Estes montes e “arribas” são espaços silvestres.
Permanecem terras ermas para o homem e são palco privilegiado da renaturalização. Estudar os abutres, como espécies bravias do topo da pirâmide trófica, é contributo válido, prático e imediato de um grupo de aves que se deixa ver e 'medir' e que faz enorme serviço ao ecossistema.
É sempre importante assinalar que temos, de novo, as 4 espécies ibéricas reunidas: Grifos (às centenas), Abutres-negros e Britangos (às dezenas) e Quebra-ossos (ocasionais)… agora só temos que as saber receber e acarinhar. Não voltará a haver céus azuis vazios!
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